Idosos e o coronavírus

Idosos e o coronavírus

A infecção por coronavírus age de forma parecida com a gripe causada pelo vírus influenza, mas a sua propagação se revela de maneira mais grave especialmente na população com mais de 60 anos ou que sejam portadoras de problemas crônicos.

Diversos fatores contribuem para que o idoso seja mais suscetível a contrair doenças infectocontagiosas, como a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Por exemplo, o fato de os pulmões e mucosas serem mais frágeis e vulneráveis a essas doenças virais. E também o sistema imunológico dos idosos, que costuma ser falho por causa da idade, quando o corpo já não consegue combater a doença provocada pelo vírus. Além disso, as vacinas tomadas quando mais jovens já não os protegem tanto, o que diminui os anticorpos no organismo.

Por esses motivos, os idosos devem evitar lugares com muitas pessoas, assim como o contato com pessoas que viajaram nos últimos dias ou tenham sintomas suspeitos. Devem também lavar regularmente as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel; manter os ambientes bem ventilados; não dividir objetos pessoais e se policiar se tiver o hábito de levar as mãos ao rosto.

Os principais sintomas conhecidos até o momento são febre, tosse, falta de ar e cansaço excessivo. A princípio, o tratamento para o coronavírus ainda é o de suporte, tendo o foco nas medicações que diminuem os sintomas da doença, como a febre e a tosse. Caso o idoso apresente sintomas suspeitos, o correto é que o atendimento seja feito em domicílio, para que se evite a exposição nos serviços de saúde.

Outras Doenças Ligadas ao Idoso

Além do coronavírus, existem outras doenças que acometem principalmente esse grupo de pessoas, como o mal de Alzheimer e a doença de Parkinson. São doenças progressivas e sem cura que afetam o sistema nervoso central, atingindo na maioria dos casos pessoas acima de 50 anos.

Doença de Parkinson

Conhecida pelos tremores involuntários, a doença de Parkinson tem origem principalmente na degeneração progressiva dos neurônios produtores de um neurotransmissor chamado dopamina. A morte gradual dos neurônios produtores de dopamina é o primeiro momento da evolução da doença, e então o cérebro vai perdendo a capacidade de controlar os movimentos do corpo.

A doença de Parkinson fica cada vez mais incapacitante com o passar do tempo. As pessoas que sofrem da doença podem ter problemas ao realizar atividades simples como andar pela casa, levantar da cama e segurar objetos com firmeza.

Além das medicações, há uma série de terapias complementares fundamentais que auxiliam no controle dos avanços da doença e sustentam a independência do paciente por mais tempo, como a fisioterapia, a terapia ocupacional e a fonoaudiologia, que trabalha a força da voz para que o paciente preserve o volume e clareza ao falar.

Assim como a Covid-19, ainda não existe cura para a doença de Parkinson, mas há algumas recomendações de prevenção como fazer atividades físicas, ter uma boa alimentação e realizar atividades que estimulem o cérebro. Os benefícios do exercício físico e mental vão muito além da prevenção da doença pois aqueles que mantêm o corpo e o cérebro ativos regularmente conseguem diminuir a velocidade do avanço dos sintomas, como a falta de flexibilidade e desequilíbrio.

Mal de Alzheimer

70% do risco pelo qual acontece o mal de Alzheimer está relacionado a genética, mas existem alguns fatores que aumentam o risco de uma pessoa desenvolver a doença como traumatismo craniano; depressão; hipertensão; nível elevado de colesterol no sangue; não exercitar o cérebro; uso excessivo de bebidas alcoólicas; falta de exercício físico; ser fumante ou conviver com pessoas que fumam.

O aumento do esquecimento ou confusão leve podem ser os primeiros e únicos sintomas da doença de Alzheimer que podemos notar. Apesar de ser normal esquecer onde se deixou as chaves ou não lembrar o nome de um conhecido, a perda de memória associada à doença de Alzheimer torna-se uma luta à medida que a doença progride, causando dificuldade em realizar até mesmo atividades rotineiras como cozinhar ou se vestir.

A parte do cérebro que guarda as informações, habilidades e hábitos antigos – como ler, dançar e cantar – tende a ser afetada mais tarde no decorrer da doença. Continuar praticando essas atividades pode resultar em melhorias que ajudam a manter a qualidade de vida, mesmo na fase moderada da doença.

Até o momento, não existe cura para a doença de Alzheimer, ou uma forma particular de prevenção, porém existem os tratamentos medicamentosos. Esses medicamentos não impedem a evolução da doença, mas têm como objetivo inibir a manifestação, com um mínimo de efeitos contrários. Por isso, apenas um médico especialista pode dizer qual medicação é mais indicada para cada caso, para evitar remédios que prejudiquem ainda mais o intelecto ou a capacidade cognitiva.

As orientações para se evitar o avanço da doença são bem parecidos com os cuidados para os que sofrem com a doença de Parkinson. Envolve, principalmente manter o cérebro em atividade como estudar um novo idioma, ler frequentemente e desafiar o cérebro com tarefas complexas como desenhar ou fazer cálculos. É importante também ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos regularmente e não consumir bebida alcoólica.

A Covid-19, a doença de Parkinson e o mal de Alzheimer são doenças que têm formas de prevenção e controle que são imprescindíveis para as doenças que ainda não têm cura. Quanto mais rápido for realizado o diagnóstico, mais efetivo é o tratamento. Isso proporciona maior bem-estar e qualidade de vida ao idoso, à medida que a enfermidade avança.